Com mais de quatro décadas dedicadas à Dürr Brasil, Mário Sérgio de Souza Luciano construiu uma trajetória marcada por versatilidade, resiliência e profundo compromisso com a empresa. Entrou em 1984 e, ao longo dos anos, passou por diversas áreas e funções: atuou na montagem, trabalhou com o time de compras e integrou a manutenção geral. Em 1998, assumiu a posição que ocupa até hoje: supervisor de manutenção predial.
Você ainda se lembra do seu primeiro trabalho na Dürr?
Mário: Lembro, sim. Meu primeiro trabalho na Dürr foi na GM de São José dos Campos. Quando aquela obra terminou, fui para a Ford do Ipiranga. Depois, segui para a Volkswagen em São Bernardo. Esses foram meus três primeiros projetos na empresa, atuando como montador. Na época, eu trabalhava como mecânico e também como motorista mecânico, fazendo translados. Existia o time de assistência técnica e o pessoal da montagem, que fazia essas corridas para atender os clientes.
Você passou por várias áreas, como suas responsabilidades mudaram ao longo do tempo?
Mário: Mudaram muito. Enfrentei muitos desafios pesados ao longo da trajetória. Quando a Dürr comprou uma empresa, por exemplo, uma das minhas primeiras tarefas foi transformar um galpão que antes era estacionamento em um escritório para receber as duas equipes. Foi um processo complicado. Esse foi um dos meus primeiros grandes trabalhos na manutenção, e eu liderava mais de 50 funcionários. Fiquei assustado no começo, “como vou lidar com tudo isso?”. Mas deu tudo certo. Acompanhei e participei de muitas reformas importantes na empresa e, graças a Deus, tudo correu bem.
Você conhece a Dürr há quatro décadas, como a empresa mudou?
Mário: Mudou muito. Quando entrei, em 1984, o Brasil vivia uma fase muito difícil. Mesmo assim, a empresa segurou todo mundo e manteve os salários enquanto conseguiu. Depois enfrentamos uma crise econômica mundial, na época em que começamos os trabalhos para a Hyundai, no Alabama. Mas superamos tudo isso. Internamente, também precisei fazer muita logística para economizar verba, porque o dinheiro era curto. Hoje, tudo é muito mais fácil para mim. Antes não era. Mas a gente amadurece, e eu continuo amadurecendo até hoje, mesmo com a idade.
Quais são os seus planos para os próximos anos?
Mário: Quero formar meus meninos, deixar um legado dos meus 40 anos aqui. Quero que eles trilhem um caminho tão bom quanto o meu, e, se for melhor, ótimo. Pretendo formar mais pessoas. A gente não pode ser egoísta no trabalho: tudo o que aprendemos precisa ser repassado. A gratificação vem tanto da Dürr quanto das pessoas que você ajudou a formar.
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